Minha Intolerância à Lactose e a Amamentação do Bebê | Primeira Gravidez


Olá! Tudo bem?!

Se você não leu o meu post anterior sobre o prurido gestacional, clique AQUI para saber mais a respeito. Essa foi a minha primeira condição que precisei me adaptar ao longo da gravidez.

Porém, houve também uma segunda condição: a minha dieta sem lactose. E é isso que vim compartilhar com você neste post.


É muito comum ouvirmos o termo, mas na verdade, existem dois tipos mais comuns de intolerância: a intolerância à lactose e a intolerância à proteína do leite. 

Lactose x Proteína do Leite

A lactose é o açúcar presente no leite. A pessoa intolerante a este açúcar costuma sentir desconfortos gástricos, níveis os quais variam de pessoa para pessoa. Por exemplo, à tarde, você já optou por tomar um copo de leite com achocolatado e depois, sentiu uma grande sensação de estufamento? Esse é um dos muitos desconfortos causados pela intolerância à lactose.

Há estudos que indicam que mais ou menos 80% dos brasileiros possuem algum grau de intolerância à lactose, visto que, com o passar dos anos, as pessoas param de produzir a enzima lactase, responsável pela quebra desse açúcar no organismo. 

Já a caseína ou proteína do leite é mais agressivo ao organismo do que a lactose, pois o organismo reage à essa proteína em forma de alergia, podendo até causar alterações na concentração e na memória. 

A Dieta para Cada Caso

Até conversar com a pediatra do meu bebê e pesquisar melhor sobre o assunto, eu não sabia das diferenças acima, quem dirá sobre a dieta específica para cada caso. 

Foi quando descobri que os intolerantes à lactose, dependendo do nível, podem consumir leites e/ou derivados, porém em porções menores. Ou senão, consumir aqueles produtos denominados "zero lactose" que, hoje, ainda bem, há muitas opções no mercado. 

Se você ler os rótulos destes produtos, você vai ver que este tipo de produto tem lactose, sim, porém há uma adição de enzima lactase para que o seu organismo consiga absorver melhor e consumir o produto.

Já no caso dos intolerantes à proteína do leite (ou alérgicos), precisam retirar totalmente a lactose da sua alimentação. Ou seja, os produtos "zero lactose" também não podem ser consumidos e é necessário fazer uma readequação alimentar, substituindo os leites e derivados. 

A Minha Intolerância

Quando eu nasci, eu rejeitei o leite da minha mãe por quase uma semana até entenderem que eu não mamava por causa da intolerância à lactose. Eu não era alérgica, mas o nível de desconforto deveria ser muito grande, pois eu não aceitei de forma alguma o leite da minha mãe, nem as fórmulas que me deram depois. 

Só aceitei quando me deram uma fórmula a base de soja, que foi substituída por extrato de soja com o passar do tempo. E isso ocorreu até eu fazer uns 2 anos. Depois, passei a consumir leite de vaca e derivados normalmente. 

E uma observação: mesmo não consumindo o leite materno, não apresentei diferença alguma na saúde e desenvolvimento se comparado à minha irmã, que tomou o leite materno até um pouco mais de 1 ano. Mas cada caso é um caso!

Com o passar do tempo, sinto que a minha intolerância aumenta lentamente, mas em proporções muito menores. De qualquer forma, eu evito alguns derivados ou a alta ingestão destes e os horários que eu consumo também fazem diferença. Por exemplo, de manhã é o melhor horário para o meu consumo, pois o meu organismo está muito acelerado para digestão e absorção desses alimentos.

O Impacto da Minha Intolerância na Amamentação

Devido a este episódio quando eu era bebê e ao meu atual nível de intolerância, a pediatra do meu bebê recomendou que eu considerasse a dieta da intolerância à proteína do leite, ou seja, a retirada total do leite e seus derivados. 

Tudo isso para não corrermos o risco do bebê rejeitar o meu leite também, pois é provável que o meu bebê sofra de intolerância à minha intolerância à lactose. Louco isso, não é?

Por isso, resolvi seguir a recomendação da médica e posso dizer que estou há quase 1 mês sem o consumo de leite, tempo suficiente para que o meu leite, quando o bebê nascer, esteja o mais ausente possível da lactose e da proteína do leite.

Com o passar das semanas, voltaremos a introduzir aos poucos o leite e derivados na minha alimentação e observar a reação do bebê. Com base nisso, regularemos a minha dieta e a aceitação dele à lactose, pois segundo a médica, ela pretende introduzir esse tipo de alimento aos poucos, para não deixa-lo totalmente ausente do consumo, senão o organismo dele pode não criar as enzimas e resistência suficientes, o que pode torna-lo alérgico a vida toda.

Ou seja, resolvemos agir a partir da retirada até o consumo parcial ou total, ao invés de ver na hora o que aconteceria. Assim, garantimos que ele aproveitará bem o colostro, independente de intolerância ou não. 

Aviso! É importante ressaltar que não sou médica e só compartilho aqui a minha experiência e o que pesquiso a respeito dos assunto, mas nada disso substitui a opinião de um profissional. Então, caso necessário, procure um médico!

E o que Eu Tenho Achado Disso...

No início, achei que seria muito difícil e complicado, pois eu amo queijos mais suaves como queijo branco, mussarela, queijo mineiro, etc. Mas eu não queria e não vou arriscar a amamentação do meu filho por isso! 

Então, comecei a pesquisar várias alternativas de substituições e abrir a minha mente, rotina e paladar para novas opções. E tem sido ótimo! 

Estou descobrindo uma alimentação, mais saudável, o que já refletiu no meu último exame de sangue, isso com só um pouco mais de 2 semanas da dieta em prática e também tenho descoberto o prazer em cuidar mais dos alimentos que ingiro e o preparo em si. 

Não é uma dieta prática, pois você precisa de paciência e cautela para pensar na composição de todos os alimentos e criatividade para fazer as receitas das substituições, mas acredite: vale a pena!


Enfim, este post ficou enorme e por isso, vou compartilhar em outro post o que e pelo o que eu substituí os alimentos na minha rotina e que são mais comuns no cardápio brasileiro. 

Espero que eu tenha te ajudado de alguma forma e que você possa compartilhar este post com quem pode precisar dessa ajuda! 

Beijos e até a próxima!


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