Fala Patti: Porque não farei a transição capilar. Ou porque farei.


Ooi gente!
Tudo bem por aí?

Começo escrevendo e com um medo DANADO de criar uma polêmica enorme e desnecessária. Mas vamos lá: vou falar hoje sobre a minha não transição capilar.


Tudo começou em 1986 quando nasci com o cabelo cacheado. E os tive, até (mais ou menos, não me lembro mais da data com exatidão) meados de 2007... ou 2008, quando fiz as minhas primeiras escovas progressiva.
Na adolescência, meu cabelo era cacheado e gigante! Juro, ele ia até quase a cintura - e isso não é nenhum exagero. O problema é que, além dele ser enorme, ele era cacheado. Você sabe o trabalho que um cabelo cacheado dá?

Eu vivia com ele preso.

Aí logo depois da escola, para marcar a nova fase, cortei o cabelo na altura da orelha (que deixou meu pai sem falar comigo por uns 3 dias, o únicos da vida que isso aconteceu). Fiquei a cara da Patty Maionese, mas tudo bem - eu tava super feliz. Tive os cabelos curtinhos assim até, mais ou menos, 2010, que foi quando deixei crescer... ENFIM!

Como eu sou...
Na época que eu tinha o cabelo cacheado, eu amava! Inclusive, até participava com frequência de uma comunidade do Orkut que se chamava Cabelos Cacheados (!) e rolava uns Orkontros (!!!) de meninas com o cabelo cacheado pra gente trocar experiências, se conhecer... Eu dizia que jamais alisaria meus cabelos porque simplesmente amava meus cachinhos. E amava mesmo.

Acontece que mudei de ideia.

Da primeira vez que me vi com os cabelos lisos, me amei! Era prático, eu achava bonito e achava até que combinava comigo. Será que não era só isso que importava? Aparentemente, não.
Parece que, quando você nasce com o cabelo de um jeito, de maneira nenhuma você pode muda-lo. Se você fizer isso, você não se aceita.

Eu sou uma pessoa que levanta a bandeira da autoestima com o maior prazer... Mas será que as pessoas sabem o que é autoestima?  No dicionário:
Autoestima
s.f. Característica da pessoa que se valoriza, estando satisfeita com sua maneira de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física, expressando confiança em suas ações e opiniões: o aumento da autoestima pode melhorar a qualidade de vida.
A definição literal não diz que devemos nos aceitar exatamente como nascemos e sim COMO ESTAMOS!

... como eu me sinto bem

Não estou dizendo que não acho os cabelos cacheados bonitos, pelo contrário: acho maravilhoso!! Acontece que em mim, gostei mais deles lisos. E sempre (juro... sempre!!) me perguntam se eu não vou fazer a transição capilar, ou porque eu não deixo meu cabelo natural, ou a pior delas: porque eu estraguei meu cabelo.

Atualmente, não penso em fazer a transição capilar porque eu me sinto bem assim. Me sinto feliz, me sinto bonita - mesmo que isso me custe ir ao salão a cada três meses retocar a minha raiz.
Isso também vale para quem tinge o cabelo, para quem fez a transição, para quem nunca fez nada no cabelo... Não devemos impor nada a ninguém!

A única coisa que deveria importar é o quanto a pessoal está feliz do jeito que ela está, não do jeito que ela é! Deu pra entender a diferença?

Uma vez eu li a frase "o cabelo perfeito pra você é aquele que te faz sorrir ao olhar no espelho". E é por isso que não farei a transição capilar - por enquanto! 

Certo? ;)

Beijão e até mais!


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