#PallomaVaiSecar: sobre ser obrigada


Oie!
Semana passada, meninas, não teve post por motivos de eu ter chegado do Rio de Janeiro totalmente esgotada. Quem me segue nas redes sociais deve ter visto que foram quatro dias que pareceram duas semanas, de tanto que eu vivi. E ri. E sorri. E dancei. E contemplei.
Toda vez que eu vou para o Rio é assim, meus dias são muito intensos e produtivos. Não que eu fique trabalhando, mas eu faço absolutamente tudo que eu me proponho a fazer e muito mais. Conhecer o Jardim Botânico, participar de um encontro Mary Kay, sair para jantar com a amiga que mora lá, tomar café da manhã no meu lugar favorito, sambar na Lapa, conhecer a balada da vez, ir a praia, tomar mate. Tudo isso estava na minha lista. E eu fiz mais. Beeeeeeeeeeeem mais. Fui na Praia do Pepe, conheci a Mureta da Urca, vi um jogo da seleção feminina de vôlei e tirei um cara da balada pelo colarinho. Nem tudo que a gente vive é motivo de orgulho, mas o que importa é viver, né?
Neste semana que passou, fiquei pensando nisso. Sobre como a minha produtividade aumenta. Sobre como o meu compromisso com a ideia de "preciso aproveitar a viagem" me faz perder o sono e triplicar o pique. Sobre como a ideia de ter o cronômetro regressivo no alto da minha tela carioca faz o filme da minha vida ficar mais interessante e cheio de ação. Sobre como eu queria ter um modo "Rio" para tocar a dieta.
Não sei se vocês gostam do Rio ou se são adeptas da ideia do "lá não tem nada demais, se São Paulo tivesse praia seria bem mais legal". Eu sou apaixonada por aquela terra. De Copacabana a Ramos, sou muito feliz quando estou lá. Já me perguntaram porque eu não me mudo para o lado de lá da Dutra, nunca soube responder. Minha desculpa favorita é o calor, às vezes apelo para a rotina caótica da cidade. Mas a verdade é que não quero perder o meu playground da vida.

A sensação de estar por um determinado período de tempo no meu lugar favorito, faz toda a minha percepção de tempo e de esforço mudar. Nunca tinha observado isso, apesar de nunca ter dormido mais que 4h por dia estando no Rio. Não me importo de perambular pela Lapa e nem de andar 5 km de Copacabana até a ponta Leblon que coincide com o pé do Vidigal. Mas me pede pra ir andando do Paraíso até a Liberdade, eu vou morrer de preguiça só de pensar. A distância é bem menor em São Paulo, mas a disposição é tãaaaaaaaaaaao maior no Rio.
Essa sensação de que "meu tempo está acabando, tenho que aproveitar" sempre me toma nas viagens. Em Punta Cana também oi assim, não é um feitiço da Cidade Maravilhosa, rs. Agora que tomei essa consciência, quero trazer este sentimento para a vida, sabe? Primeiro porque eu gosto da minha vida, sou muito grata a Deus por tudo e por quem eu tenho na vida. Segundo porque, talvez o meu tempo esteja de fato acabando e seja minha obrigação aproveitar. Tenho que concluir os meus planos. Tenho que acabar a minha obra. E, definitivamente, no meu legado não quero um processo de emagrecimento inacabado. Não quero um "quase" ou um "e se". Eu quero um "ela terminava o que começava".
A gente quase nunca pensa que o nosso cronômetro da vida está no regressivo. A ideia de ter a vida inteira pela frente pode ou não ser verdade. Não sei se vou ser Amy ou Dercy. Ninguém sabe. Postergar é coisa de quem sabe que tem o amanhã, mas na real ninguém sabe. Por isso, a gente precisa ser feliz todo dia, realizar um sonho por dia, cumprir uma tarefa por dia e trabalhar pelos nossos sonhos todo dia. Todo dia tem que ser um dia de Rio: no qual eu acordo grata, cheia de energia para encarar o dia lotado de atividades e, principalmente, quando me obrigo a ser feliz. Muito feliz.
Eu sei que este post é nada sobre emagrecimento e vida fitness, mas acredito muito que a cabeça é a grande chave de qualquer mudança efetiva e duradoura que a gente faz na vida. Se estas linhas fizeram vocês refletirem sobre o valor da vida, eu já fico mais magra, rs.
Até semana que vem, meus amores! BjkS!


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