#PallomaVaiSecar - de volta para a prancheta 2


Olá, meninas! 

Hoje venho contar para vocês a segunda parte da reestruturação do meu projeto. Depois de planejar melhor todas as atividades relacionadas à dieta, fiz uma reflexão sobre esse mais de um ano de guerra contra a balança, me olhei bem no espelho e cheguei a algumas conclusões, que divido com vocês agora.


A primeira é que decidi emagrecer do jeito errado. Desde o início, devia ter aliado exercícios físicos à dieta. Além do agravamento da minha condromalácia patelar nos joelhos, emagrecer 17 kg sem fortalecer a musculatura me rendeu uma flacidez que nunca tive. Nem no auge da minha depressão,quando eu bati os 115 kg, minha pele foi flácida. Tinha celulite, obviamente, mas não tinha flacidez. E isso está me incomodando profundamente. 

Segundo ponto, a minha motivação nunca foi a ideal. Claro que fazer um esforço pela própria saúde é muito nobre, embora seja o mínimo que qualquer pessoa deva fazer por si mesma. O meu ponto de partida foi um alerta médico de que estaria diabética e hipertensa em pouco tempo se não mudasse, corri atrás e eliminei este risco. Mas estar na faixa de sobrepeso e, de quebra, conseguir comprar roupa em grades lojas não é o ideal. Pode ser suficiente, mas não é o melhor para mim. 

E isto me leva à terceira conclusão: eu nunca devia ter encarado este processo como uma dieta, porque dieta tem dia para acabar. Por mais que eu tenha incorporado vários bons hábitos e me livrado de tantos outros que prejudicavam o meu organismo, a gordinha dentro de mim nunca morreu. A minha melhor recompensa para um dia difícil ainda é um doce. Por mais que eu resista em boa parte do tempo, quando eu como um chocolate de alfarroba no lugar de um alfajor, eu me sinto punida. 

É como se ter que encarar esse processo de emagrecer fosse um grande castigo por ter me descuidado por tanto tempo. E, na verdade, no meu íntimo eu deveria estar encarando esta jornada como a construção da boa saúde que eu quero ter para o resto da vida. É difícil gente, muuuuuuuuuuuito difícil. Não só pelos hábitos, mas pela cabeça. 


Embora eu não tenha jogado a toalha e desistido oficialmente, tiveram muitos dias depois que eu engordei em que pensei. "Você já está fora de risco, tá aí passando vontade e não emagrece mais. Para com isso, tá gerando angústia e não felicidade!". Todas as derrapadas, toda a culpa por elas, todas as vezes em que eu apertei o "foda-se" são a minha vontade de desistir se concretizando em ações. 

Mas, como diz um ditado inglês, não vim até aqui só por vir até aqui. Se eu estou cansada de recomeçar, preciso parar de desistir. Se eu quero chegar no meu melhor, não posso me contentar com um shape nota 7. Se eu iniciei esse projeto querendo secar, não posso parar só porque eu desinchei.

Como saber que eu estou mais perto do meu objetivo não funcionou, bastou eu saber que já estava na metade do caminho para me desmotivar, criei metas novas e um jeito novo de me controlar. Vou descobrir se dá certo ou não junto com vocês, então não me julguem, rs. 

Primeiro vou criar objetivos que obrigatoriamente aliem a dieta com a atividade física, como por exemplo melhorar o aspecto das minhas coxas em até 5 semanas. Se eu só fizer dieta, isso vai piorar; se eu só treinar, não melhora; e tem que ter um dia porque se não eu fico postergando. 

Outra coisa foi criar o que estou chamando de "Rotina de Campeão". Eu ouvi este termo da boca do Gustavo Kuerten falando sobre o Ayrton Senna, num filme cujo nome eu não me recordo agora. O Guga falava que o Senna tinha uma rotina de preparação física e psicológica, de treinamento com o carro e de estudo do maquinário, e que foi esta rotina que fez dele um campeão. Como diz a minha diretora nacional da Mary Kay Isabella Costa Nova, para ter sucesso é preciso ter constância e consistência. 

Para resumir, marquei na minha agenda os dias de treino funcional, os dias de caminhada e as vezes em que preciso passar creme para combater a flacidez (sim, eu tenho preguiça até de passar creme). Para cada dia que eu for, conto um ponto. Para cada gordice que eu fizer, perco um ponto. Se eu bater dez pontos na semana, o prêmio é comer alguma coisa que eu esteja com vontade. Se eu bater 20, vou me dar o direito de tirar dinheiro da poupança para fazer uma massagem. Se eu bater a meta da flacidez nas 5 semanas, vou me dar uma criolipólise. 


Eu estou me sentindo um cachorro que precisa aprender a rolar nesse sistema de recompensas, mas se funcionar eu vou até latir pra vocês! Rs. Vamos ver se com metas mais curtas eu consigo me disciplinar melhor. Farei Snaps sobre isso, eu acho... Mentira, faço snaps sobe tudo (palloma.mina)! Até semana que vem!


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