Palavra da Leitora: Andréia Hiromi, a Moda e Modelos de Pessoas


Convidei a minha irmã, Andréia Hiromi, para o especial de fim de ano do blog para falar de um assunto que ela ama desde sempre e hoje, estuda e trabalha com isso: Moda! Só que ela decidiu abordar de uma forma muito mais inspiradora do que vemos estampado por aí na mídia...


A moda tem um papel importante por refletir o tempo e o espaço que estamos vivendo. E ela tem a responsabilidade, portanto, de tornar evidente “problemas” com os quais precisamos nos deparar para levantar discussões e mudar nossas atitudes.

E onde mais se torna clara essa exposição é a passarela e os editoriais de moda.

De como começaram os desfiles de moda e como são hoje já estão muito diferentes pelos desafios de sempre trazer novidades, surpreender e superar a temporada anterior.

Muito se pensava nas novidades da roupa em si, mas há de se pensar nas mudanças como um todo. Trazendo, por exemplo, performances diferentes, locais inesperados, androgenia, e muito mais. E não poderia ser diferente com as modelos.

E trago aqui 3 modelos (mulheres poderosas) que complementam nosso entendimento sobre beleza:

Chantelle Brown-Young tem 21 anos, canadense e participou do America’s Next Top Model. Ela tem vitiligo e se tornou modelo representante da marca espanhola Desigual, que assim como a modelo a marca se considera única e incomum. E eles tinham na linha de produtos a ser lançada uma estampa de bolinhas e ela tem marcas em seu corpo que seguem esse mesmo desenho por conta da vitiligo, o que reforçou a escolha por ela.

Foto: Urban | Froufrou

Madeline Stuart tem 18 anos, australiana com síndrome de down. Seu objetivo é mudar a percepção da sociedade sobre o diferente. E ela diz que sendo modelo, traz uma exposição que ajuda a criar uma aceitação na sociedade.

Foto: Today
E Aimee Mullins tem 39 anos, americana, atleta, atriz, modelo e nasceu com hemimelia fibular fazendo com que ela tivesse suas pernas amputadas do joelho para baixo. Estilistas como Alexander McQueen fez uma prótese de madeira esculpida para ela desfilar. E oportunidades como essa para desfilar ou fotografar foram aparecendo e somente ela ou outras modelos nessas condições poderiam executar.

Foto: Icon Magazine
Vou terminar com uma frase dita pela Aimee Mullins numa apresentação na Ted:

Não é mais um discurso sobre superar a deficiência. É um discurso sobre acréscimo. É um discurso sobre potencial. Um membro protético não representa mais a necessidade de substituir a perda. Ele pode ser o símbolo de que o usuário tem o poder de criar o que quer que seja  naquele espaço.  De modo que pessoas que a sociedade considerou uma vez deficientes  agora podem ser arquitetos de suas próprias identidades e, de fato, continuar a mudar essas identidades ao desenhar seus corpos desde uma posição de poder.” (...) “ E ao combinar tecnologia de ponta com a antiga poesia, nos aproximamos da compreensão de nossa humanidade coletiva.

Vejam a palestra que ela deu no Ted Talks:





Beijos, 
Andréia Hiromi (Instagram)

Super obrigada pela matéria, mana!! Isso nos faz repensar nos conceitos que temos sobre a beleza e como isso vai muito além do que vemos na Internet, capas de revistas, etc. Mulheres, vamos assumir nossas belezas, pois somos incríveis pelo o que somos e pelo legado que deixamos! 

E quem será a próxima leitora a dar voz ao nosso especial que tem trazido tantas experiências e textos incríveis para as nossas sextas??


Um comentário:

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