Palavra da leitora: Renata Brito e a transição capilar


Oi gente,

Como especial de fim de ano do Aquele Blog, decidimos dar voz às nossas leitoras! E, para iniciar, a minha querida amiga Renata Brito nos conta o processo de transição de um cabelo com escova progressiva para os cachos (lindos!) novamente:



Olá Meninas,

Vou dividir com vocês uma experiência, que para quem me conhece achava que seria impossível: Voltar com o meu cabelo natural.

Desde pequena eu acreditava que meu cabelo "armava", que não era bonito e como não sabia como cuidar, só vivia com ele preso, ou solto quando fazia escova.

Os dias com cabelo liso era de pura felicidade, mas quando lavava, batia uma tremenda insegurança.

Em 1999 comecei a fazer relaxamento e nem assim deixava o cabelo solto. Até que em 2005 comprei a chapinha e dali em diante, nada de cabelo enrolado. Em 10 anos de chapinha, adquiri uma habilidade a ponto de não gostar do cabelo escovado em salão, gostava do que eu fazia.


Mas de alguns anos pra cá, me veio à curiosidade de ver como ficaria meu cabelo natural. Foi então que em 2010 fiz a última química (desta vez relaxamento e progressiva). Mantive a chapinha, mas frequentemente cortava o cabelo para tirar a química. Daí eu pensei: "Quando voltar a enrolar, eu deixo a chapinha". Só que não enrolava, até que um cabeleireiro alertou que na verdade eu tinha que fazer o contrário, largar a chapinha, para o cabelo enrolar.

Por mais de um ano fui juntando a coragem, até que veio a viagem para a Polônia na JMJ 2016. Ficar 16 dias fora, vivendo como peregrina, não ia dar para levar chapinha. Fora que aparentemente o cabelo estava bonito, mas muito danificado.

Para a minha salvação, hoje existem vários blogs com muitas dicas e a indicação de muitos (mas muitos) produtos próprios para cabelos cacheados, além de haver um movimento de aceitação maior aos cabelos cacheados e crespos. Para alguns é moda, para outros é libertação (e é neste quesito que me encaixo). 

No começo é muito complicado, você não se reconhece na frente do espelho, não sabe como lidar com o novo visual e para "ajudar" tem gente que vem te colocar pra baixo ("Ah, seu cabelo liso ficava melhor", "Você não vai fazer chapinha mesmo?"). A cada minuto eu pensava em desistir, mas tenho um super pai, que desde o começo me apoiou e me mostrou que aquela era a hora da mudança.

E assim foi indo, cada dia testando um produto, um procedimento, um jeito de arrumar o cabelo, até que eu comecei a sentir os cachinhos brotando (aos montes). É uma sensação muito boa passar a mão nas molinhas e ver que está valendo a pena.
 

De repente o que era insegurança, virou confiança e o que era estranho, virou amor. Fora os elogios...

O cabelo não está 100% ainda, mas já quase.

Toda esta história não é para levantar uma bandeira contra chapinha, químicas e afins, nada disso. Até porque no dia que eu quiser, volto a fazer chapinha.

Mas hoje a condição é quando EU QUISER. Era esta liberdade que eu buscava...

Para encontrar a Renata: Facebook | Instagram

Rê, muuito obrigada em compartilhar com a gente esse processo! Acredito que seja da vontade de muitas meninas e você nos mostrou que é super possível!

E para fazer parte dessa coluna, entre em contato conosco através do nosso grupo no Facebook!
Semana que vem, mais uma leitora vem fazer parte dessa coluna. Quem será? :)


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para comentar sem utilizar um login do Google basta usar a opção Nome/URL.
;)