#PallomaVaiSecar: deu ruim REAL! (3)


É gente, chegamos ao terceiro episódio do spin off Deu Ruim Real por motivos de desgraça pouca ser bobagem! Depois de falar sobre como a ansiedade me parou, hoje vou falar como ela me faliu e como isso impacta a minha dieta. Já estava nos planos fazer um post ligado a finanças, afinal, mix de castanhas e iogurte desnatado não são de graça, mas essa derrapada em série me fez abordar o tema de outra forma.

Antes de continuar, quero deixar claro que esta ainda é uma série sobre uma pessoa de dieta. Mas como sou de fato uma pessoa, cheia de facetas, não posso deixar passar ou escrever com tintas leves o (loooooooongo) episódio da ansiedade. Este é o diário de bordo de uma ansiosa em processo de emagrecimento. Eu preciso aceitar isso e vocês também! Rs.

Fui eu no sábado, resolver umas coisas no shopping e parei para lanchar. Desde a semana passada estou conseguindo regrar as coisas. Ou seja, voltei a comer de três em três horas, voltei a beber os meus litros diários de água, meus chás depois do almoço e antes de dormir... Apesar de ainda derrapar (= estou comendo alfajor de sobremesa todo dia!), as coisas estavam caminhando bem para voltar 100% para a dieta. 

Aí, caros amigos, fui pagar com meu Sodexo o tal do lanche, que era um suco de detox e um pão de queijo integral no Starbucks do Center Norte. “Senhora, o seu saldo é insuficiente. Gostaria de efetuar o pagamento de outra maneira?”, pensa em uma pessoa que entrou em outra dimensão! Respondi “não, obrigada”, sai de lá e fiquei perambulando pelo shopping. Vou contar o motivo...

Eu recebo R$ 30 por dia de VR, é uma quantia que dá para a pessoa viver tranquilamente. Eu recebo o VR todo dia 24. Resumindo, eu comi R$ 600 reais em 16 dias. Vocês tem noção do que é issoooooooooooooooooo?

Se faltavam números para mensurar a minha cagada, fui apresentada a eles naquele balcão do Starbucks. E o pior, eu não fui no Outback, nem eu nenhum outro restaurante que amo de paixão. Isso quer dizer que consumi essa quantia absurda de dinheiro comendo pequenas besteiras fracionadas (lembram do alfajor? Eu lembrei!). Acredito de verdade que o grande desafio de todo mundo não é tomar grandes decisões, é mudar o hábito no que se refere às pequenas decisões do cotidiano.

Quando estou ansiosa, faço uma conta muito louca sem nem me tocar. Cagada = estou com vontade da gordice + sentimento de “você já está lidando com tantas coisas difíceis, come vai...” + “você sabe que se não pegar esse alfajor na hora do almoço, vai pegar na saída, agiliza aê” + “você é uma pessoa prática, Palloma Mina, resolva logo isso!”. Resumindo, eu misturo o meu senso de autoindulgência (que é a tendência a perdoar os próprios erros) com o meu senso de praticidade e nem registro as decisões. Só me livro logo delas para evitar mais ansiedade, que no caso seria pensar no dito alfajor a tarde inteira.

Se alguém adivinhar como terminou a caminhada sem rumo no shopping, ganha um bombom de alfarroba com flocos de arroz! Fizeram suas apostas? Lá vai: terminou comigo comendo um hamburger com cheddar e cebola no shoyu acompanhado de um milkshake de Ovomaltine. Vejam que não houve racionalidade nenhuma na minha escolha! Esse pacote junk food saiu mais caro que o natureba e tive que pagar com dinheiro do mesmo jeito. O grande problema, tanto do meu processo de emagrecimento, quanto do resto da minha vida, é: quando estou ansiosa, não penso; saio andando que nem um trator e depois avalio os estragos. E corro atrás deles, o que dá muito mais trabalho, logicamente. 

Passado esse momento e calculando tanto as calorias quanto os reais, decidi que a minha crise de ansiedade terminou hoje. Primeiro, daqui dois meses vou estar desfilando de biquíni no mar do Caribe, não tenho mais tempo a perder se não quiser me arepender pro resto da vida quando vir as fotos. Segundo, todas as minhas refeições até o dia 24 vão sair do meu bolso, este gasto não estava previsto, vou ter que tirar os dividendos da poupança dos dólares. Terceiro, o dólar está caríssimo! Quarto, salada no buffet é sempre a coisa mais barata que tem para a pessoa almoçar. Quinto, eu acredito em Ayrton Senna quando diz, “no que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz.” Sexto, eu decidi emagrecer e eu vou emagrecer.

Juro por Deus, semana que vem vou escrever sobre a retomada do caminho do sucesso! Chega de dar ruim! BjkS!

Instagram e Twitter: @pallomamina
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