#PallomaVaiSecar: os efeitos colaterais




Dizem os sábios que a graça de subir a montanha não é admirar a vista do alto do pico, é o caminho que leva até lá. Eu concordava, até por isso optei por um processo e emagrecimento sem remédios ou intervenções cirúrgicas. Mas, cá pra nós, que coisa estranha que é estar no meio do caminho. Apesar dos exames de sangue estarem cada vez melhores, no cotidiano está dando ruim. Nem tudo são flores, amigos, emagrecer tem um lado não tão legal. Algumas coisas são dores.

Eu já perdi 30% do peso que me propus a eliminar. Estou orgulhosa, claro, mas quando olho no espelho não me encontro. Talvez me chamem de louca, mas achava meu corpo mais bonito quando estava com peso de três dígitos. Há duas semanas usei um vestido de balada que adoro. Sempre foi uma operação de guerra entrar nele, porque, como diz a Ana Paula Oliveira, ele é mais justo que Deus. Rolavam umas cintas e respiração travada. A questão é que me sentia uma Kardashian dentro dele de tão gostosa! Quando estava vestida com ele, via um monte de curvas no espelho e amava. Desta última vez, vi umas curvas mais modestas e, de verdade, não parecia comigo. Nem com o que eu sempre vi no espelho e nem com a Khloé Kardashian que eu quero ser. É muito esquisito.

Eu e o vestido da discórdia. Nunca estive tão magra dentro dele, mas nunca me senti tão esquisita  dentro dele. Tô passando uma barra!

Está rolando uma flacidez nas minhas pernas, ao mesmo tempo, minhas calças jeans estão largas. Minhas leggings (!!!!!!) também.  Minhas roupas sociais são as piores! Não tem corte de calça que fique bacana numa pessoa que não é nem gorda e nem magra. O que tem me salvado são os vestidos e camisas super bacanas que ganhei da minha madrinha – ela fez uma bariátrica no começo do ano, a gente tinha o shape parecido e tudo que está gigante nela está ok em mim agora. Ela passou anos montando um guarda-roupa social estiloso, estou bem me aproveitando! Rs.

Fora essa questão estética e psicológica (porque to começando a achar que essa coisa de nada ficar ok pode ser coisa da minha cabeça), emagrecer piorou um problema que tenho no joelho. Você não leu errado, é isso mesmo. Quando tinha 12 anos dançava balé, tive deslocamento de patela no joelho direito durante um ensaio e de lá pra cá lidava com uma tal síndrome patelo-femural. O que os médicos me explicaram é que a minha cartilagem entre a patela e o fêmur estava comprimida e por isso eu sentia dor. Qualquer indicação de tratamento sempre começava com “se você emagrecer, já melhora bastante” e era seguida de “evite exercícios com impacto, está proibida de fazer esteira e reforce a musculatura da coxa”.

Eu odeio academia. Quando decidi emagrecer, sabia que ia depender muito da dieta porque os exercícios iam me ajudar menos. Já fazia stiletto e queria voltar para o pilates, isso reforça a musculatura, mas não ia me fazer queimar gordura. Então, nos primeiros dois meses do processo, foquei 100% na reeducação alimentar e emagreci consideravelmente.

Aí sabem o que aconteceu? Passei a der condropatia, que também é desgaste nas cartilagens do joelho, mas não só perto do fêmur, mas em tooooooooodas as cartilagens. E nos DOIS joelhos. Sabem o motivo? Segundo os dois ortopedistas que me atenderam, porque perdi peso rápido demais. É justo? A pessoa passa a vida ouvindo que tem problema em um joelho porque é gorda e precisa fechar a boca, aí ela emagrece e passa a ter problema nos dois joelhos?! Me ajudaê!

Explicaram que perdi parte da minha massa magra junto com a banha, que deveria ter feito musculação desde o primeiro dia de dieta para evitar o problema e que isso enfraqueceu a musculatura que dá estabilidade à área do joelho, aí deu ruim. Saí da primeira consulta em que ouvi isso e fui comer pizza pra ver se a dor passava. Se o problema era ser magra, ok, podia voltar a comer como gorda! Rs.

Depois pensei que tinha que ter procurado um ortopedista antes de começar a emagrecer, mas desencanei. Ele ia ter me mandando pra musculação, mas eu não teria ido puxar ferro sem ter uma arma na cabeça ou uma dor filha da puta nos joelhos, preciso trabalhar com a realidade.
O tratamento para a dor nos dois joelhos? Remédios, fisioterapia e musculação. Semana que vem vou falar sobre como encarar a musculação de frente, já que ela é inevitável. E a apuração vai rolar essa semana, já que eu adiei esse momento o quanto pude, rs. Se você quiser acompanhar este processo em tempo real, me siga nas sociais.


Até segunda que vem! BjkS!


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