#PallomaVaiSecar: as derrapadas



Antes de começar, já aviso que vão existir dois tipos de reação a este post: ou você vai me achar uma fraude e parar de ler, ou vai se identificar e ler a série até o final. Recado dado, vamos aos fatos. 

Na semana passada, contei para vocês como foi o dia e que caiu a ficha.  Depois de 60 dias trabalhando duro sem ver nenhum resultado, percebi que tinha emagrecido. E o que eu fiz, do alto da minha condição de taurina? “Ah, se eu já tô emagrecendo, não preciso ser assim tão xiita, acho que peguei o jeito...”, pensei. E aí te pergunto, que chance isso tinha de dar certo? Nenhuma!

As derrapadas, escapadas, exceções, ou seja lá o nome que isso tem, sempre fizeram parte do processo. Todo dia tem uma gordice no caminho, brinco dizendo que é Satanás querendo entrar no meu culote. Também já tem as orgias alimentares previstas antes da dieta começar, como o meu aniversário. Eu almocei numa hamburgeria com as minhas primas e amigas, a tarde teve um comes e bebes em minha homenagem no trabalho e, a noite, fui para um bar, com um menu de petiscos fantástico, cortar um “bolinho” com os mais chegados e a família. 

Poderia ter cancelado tudo? Sim. Poderia não ter comido absolutamente nada bacana no dia do meu aniversário? Sim.  Mas naquele dia eu escolhi jacar. A vida é feita de escolhas e conseqüências.  E até cair a ficha, raramente jacava porque tinha escolhido levar o programa a sério. Até o meu chocolate de alfarroba comia com certa culpa. Depois, meus amigos, eu caguei a porra toda. 

Aquela sensação de “terminei a lição, agora posso brincar”, tomou conta do meu corpo ainda obeso. Não foi de propósito, mas achei muitas desculpas para justificar as ações isoladas que me desviaram da rota. Primeiro, me dei de presente uma semana de café na padaria com a desculpa de que não tinha tempo de comprar o pão integral sem açúcar da dieta. Na padaria tem um pão integral na chapa (leia-se com manteiga) com requeijão ma-ra-vi-lho-so. Em seguida, tive alguns problemas pessoais me deixaram ansiosa e me permiti comer um alfajor por dia para compensar os tempos difíceis. Para terminar, meu probleminha no joelho terminou com um diagnóstico apocalíptico. Por conta da minha condromalácia patelar, o médico disse que eu nunca mais ia poder dançar. Amo dançar, fiquei totalmente arrasada. Saí do consultório e almocei pizza, a noite comi hamburger e ainda levei um pacote de Chocolícia para casa. Certinha! Só que não. 

Se posso dizer para vocês duas coisas sobre evitar as derrapadas são: planeje cada dia da sua dieta e não tenha pena de você. Quando você planeja seu dia direitinho, sabendo quantas serão as refeições do dia, onde você vai realizá-las e vai encarar o mundo com a sua lancheira em punho, as derrapadas ficam mais difíceis. A ocasião, faz o ladrão. Tipo “esqueci o iogurte da manhã, vou comer só uma bolacha recheada da colega de mesa pra não quebrar o esquema de uma refeição a cada 3h”. Fora que, se você já investiu no lanche saudável, vai ter dó de gastar mais dinheiro em porcaria.
E cuide da sua cabeça. Eu sofro de ansiedade há anos, faço muita terapia para tratar o problema, mas é um trabalho de todo dia. As minhas fugas sempre foram em direção à comida, é um mecanismo que funciona no meu corpo há anos.  Foi muita ingenuidade da minha parte pensar que 60 dias de choque iam mudar um processo tão arraigado.

Não preciso ter pena de mim por conta dos meus problemas e nem por coisa nenhuma. Autopiedade e autoindulgência não fazem ninguém andar para frente.  Essa “peninha de mim mesma” desencadeou uma série de processos de auto-sabotagem, a cagada na dieta foi só um deles, ainda estou correndo atrás do prejuízo em várias frentes. É como se eu fosse me metendo cada vez mais na merda, de propósito, para ver se aparece algum super-herói para me resgatar. Isso tudo eu formulei com a ajuda da minha terapeuta, tá? É praticamente impossível chegar a estas conclusões sem ajuda profissional. Mas esta é a verdade sobre mim, admito. Talvez seja a verdade por trás dos problemas de tanta gente, não sei. 

Perda de tempo e aumento de peso são os únicos resultados desse processo todo. A mocinha da minha história sou eu. A She-Ra do meu mundo de Grayskull também sou eu. E sei que dou conta de qualquer problema, não preciso de gordice para arregaçar as mangas e ir a diante. Se decidi emagrecer, meus caros, mesmo com esses contratempos, vocês vão me ver magra. Com certeza este mês fora da linha vai me custar mais tempo e esforço para chegar ao meu objetivo. Amanhã tenho consulta na nutricionista e estou me borrando de medo da bronca que vou tomar. Pior, estou com medo de ter engordado ao invés de ter emagrecido. Paciência. Já estou bem grandinha para assumir as consequências das minhas escolhas.

O que diferencia os perdedores dos vencedores na vida não é a quantidade de quedas, é o número de vezes que o sujeito decidiu levantar e tentar de novo. Só não chega ao êxito quem desiste e nunca passou pela minha cabeça desistir. 

É sobre modelos de persistência e insistência que vou falar no post da semana que vem. Algumas pessoas tem me inspirado muito nesta caminhada, acredito no poder do exemplo para manter as pessoas motivadas. Até lá, tem mais nas minhas redes sociais. BjkS!

Instagram e Twitter: @pallomamina
Snapchat: palloma.mina

Quem cuidou de mim neste post:
Psicóloga Camila Lopes - 3031-0842


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