#PallomaVaiSecar: os desafios da dieta


Quando entrei no consultório da nutricionista só tinha uma coisa em mente: preciso de ajuda e o que essa mulher me mandar fazer, vou fazer. Passei quase uma hora na sala da Vanessa. Além do questionário que preenchi na sala de espera sobre o que tinha comido no dia anterior, com horários e quantidades, ela me perguntou tudo sobre meus hábitos alimentares e meu histórico de peso. O que eu mais comia? O que eu não aguento ficar sem? O que eu não como de jeito nenhum? Tinha alergia a algum alimento? Quais eram os meus horários de trabalho? Estava praticando atividade física? Quantas vezes na semana e em qual parte do dia? Qual tinha sido meu maior peso? E o menor? Eu, repórter, achei o máximo ser entrevistada!

Para desespero da pessoa ansiosa, saí de lá de mãos abanando. A nutricionista me pediu para voltar em uma semana para pegar meu cardápio e tirar as minhas dúvidas sobre ele. Pensei comigo "gente, mas demora tanto assim para a pessoa fazer um cardápio?", mas como percebi que ela era muito atenciosa e falava com propriedade das coisas, decidi esperar. O que era mais uma semana de alimentação desregrada pra quem foi gorda a vida inteira? Aproveitei e comi mais uns pãezinhos, rs.

Três dias depois do encontro com a nutricionista, fui ao endocrinologista com título de especialista credenciado no convênio. Levei os exames de sangue que fiz a pedido da Dra. Cybelle, minha ginecologista competentíssima, e esperei minha vez. Entrei na sala, entreguei os papéis, contei a minha história de efeito sanfona, falei da ansiedade que me levou à depressão e silêncio. Fui para a pesagem, medição de pressão e silêncio. Esperei ele me perguntar alguma coisa sobe meus hábitos alimentares, meu objetivo com a dieta, mas nada aconteceu. Ele destacou de um bloco um cardápio X e me entregou duas receitas de medicamentos manipulados, uma delas era de remédio com receituário especial, ou seja, tinha algum componente tarja preta. Pensei comigo "como assim esse homem me dá uma dieta genérica e me medica sem me pedir nenhum exame complementar?". Pois é, Deus levou sete dias para fezer o mundo e desde então trabalhar direito demanda tempo até em pastelaria.

Pensei em colocar o nome deste médico aqui para vocês o evitarem, mas correria o risco de ser processada. Ele que me atendeu de forma irresponsável e eu que coro o risco de ser punida, vejam vocês os valores bacanas da nossa sociedade. Resumindo este episódio chato e tão corriqueiro: não fiz as fórmulas. Primeiro porque decidi que quero perder peso me esforçando, que só vai valer a pena se for resultado de um processo que visa saúde e qualidade de vida. Não tenho nada contra remédios, tem momentos em que são super necessários, mas até aqui este não era meu caso. Segundo porque o profissional não teve uma conduta adequada, não tinha todas as informações necessárias para me medicar e não me perguntou o que eu achava de emagrecer tomando remédio. Como o corpo é meu, o dinheiro da fórmula é meu e as decisões são minhas, acredito que deveria ter sido consultada. Um bom médico teria me consultado.
Chocolate de alfarroba em pó: pensa que é Alpino, fecha o olho e come!
Quando retornei à nutricionista, fiquei mais uma hora com ela entendendo qual era o meu cardápio. Primeiro, fiquei feliz pra caramba quando identifiquei as palavras chocolate e leite condensado. Segundo, vi que não ia ser assim tão gostoso fazer dieta. Se fosse para ser gostoso se chamaria Caio Castro e não dieta, né? Não vou descrever aqui item por item do cardápio porque isso não vai ajudar você, querida leitora. A minha necessidade é diferente da sua, então procure um nutricionista. Vale lembrar que o Google não é nutricionista, tá? Mas vou contar como superei minhas maiores dificuldades para você se inspirar a superar as suas.

De mais radical e distante dos meus hábitos de então estão duas mudanças: o chocolate de alfarroba e a inclusão de oliagenosas. A alfarroba é a semente de uma vagem típica da costa do Mediterrâneo, que parece chocolate. Ela tem mais fibras e menos gordura que o cacau. Como  comia chocolate todo santo dia, pensei que essa história de alfarroba ia dar ruim. Mas deu muito certo! A recomendação era que eu comesse um bombom por dia, mas como os bombons todos tem alguma coisa dentro, como flocos de arroz ou passas e eu nunca fui fã de Talento, optei por uma barra que lembra muito a de chocolate ao leite. Não vou mentir para vocês e falar que é mais gostoso que Milka sabor cookies and cream, mas super resolveu a minha tara por chocolate depois do almoço.

A minha dieta também previa chocolate em pó 100% cacau e sem açúcar para tomar com leite, já que eu disse para a nutricionista que nunca desmamei e que essa era uma coisa da qual eu não ia conseguir me livrar. Aí ela, muito parça, me deixou tomar leite com chocolate desde que fosse 100% cacau. O problema de achar esse dito chocolate e dissolvê-lo no leite. Depois de uma tarde inteira batendo perna, encontrei o tal do cacau, mas todo dia era uma batalha da minha colher com as bolinhas indissolúveis. Estava pensando seriamente em comprar uma coqueteleira quando, em uma visita à Mundo Verde, descobri o chocolate em pó de alfarroba. Ele dissolve super fácil e rende pra caramba! Uma colherzinha de café é o suficiente pra deixar com cara de Nescau uma caneca de leite desnatado. Por mais que o leite com chocolate seja o meu hábito alimentar mais antigo, foi o mais fácil de resolver. Era tudo psioclógico! Rs.
Toddy, eu não te amo mais! Te troquei por alfarroba em pó, mas você vai superar
Difícil foi aprender a comer castanha. Sabe aquela pessoa que acha a tábua de frutas secas do Natal uma bobagem? Que não come amendoim nunca? Que só de pensar em nozes fazia cara de "eca!"? Que achava que pistache era só um tom de verde? Então, muito prazer, meu nome é Palloma Mina. A minha sugestão de lanche a tarde era um punhado de qualquer uma dessas coisas. Falei "doutora, eu não como nada disso...", ela respondeu "então vai ter que aprender a comer. Você precisa de fibra na dieta, você não come nada com fibra. Essas coisas são muito gostosas e vão te fazer muito bem". Enfiei meu rabinho entre as pernas e fui à luta.

Luta mesmo porque pra mim era um sacrifício gigante comer essas coisas, sério. Ficou mais fácil quando fui na Maxxi Produtos Naturais para comprar as iguarias a granel e me deparei com um tal kit saúde. É um pacotinho com castanha do Pará, castanha de caju, pistache, nozes, damasco, amêndoa e avelã. Como eu não gostava de nada daquilo, achei melhor comprar um mix porque de alguma coisa eu ia ter que gostar. As primeiras semanas foram horríveis. Eu detestava. Mas depois comecei a achar graça no damasco, ficava esperando a hora de comer o pistache e hoje sempre tem um desses na minha bolsa por prazer mesmo.  É uma excelente opção de lanche para os momentos de correria, não precisa manter refrigerado e nem lavar antes de comer. #ficadica
Minha mão e minha ração diária. Tirando o drama, esse é meu lanche da tarde de todo dia.
Como a vida não é fácil, se fosse para ser fácil se chamaria camarote open bar no show da Ivete Sangalo, não aderi 100% ao cardápio. Ainda tenho dois nós para desatar! Primeiro, vou muito bem até o lanche da tarde, porque agora tenho um trabalho fixo como jornalista, com hora para entrar e sair, e só precisei criar um alarme de celular para comer os lanches nos horários certos. Mas a noite o bicho pega! Ou melhor, não pega. Como eu não tinha o hábito de jantar, não janto. De verdade, esqueço de comer e passo horas em jejum. Estou na fase de colocar alarmes no celular para ver se lembro. Também tem a questão das frutas, porque só gosto de banana e maçã, mas o mundo não se resume a banana e maçã. Tô no desafio do tutti-frutti, que quer dizer todas as frutas. Se vocês tiverem dicas de como incluir frutas na rotina, vou recebê-las com carinho.

Falando em dicas, preciso compartilhar mais uma (apesar deste post já estar enooooooooooorme). Meu cardápio descrevia "pão integral sem açúcar", fui eu toda pimpona comprar o pão integral sem açúcar na tabela nutricional. Um belo dia, tomando café e e lendo os ingredientes do pão vi que tinha DOIS tipos de açúcar na composição - refinado e mascavo. Fiquei indignada e postei no Facebook, mania de achar que reclamar muito nas redes sociais resolve alguma coisa. Vieram vários comentários e inbox. Um amigo disse que o pão integral tem que ser rico em fibras, não necessariamente sem açúcar. A pessoa está certa, que comprei sem ler todas as informações do produto. E outras pessoas me disseram para trocar o pão por tapioca porque ela não tem nada de carboidrato e açúcar. Fiquei super animada por motivos de amar tapioca. Mas a nutricionista me disse que a tapioca é sim uma alimento zero, que não tem nada que vá me engordar, mas também não tem  as fibras que preciso. Como não quero ser seca como a Gabriela Pugliese e nem monstrificar como a Gracyanne Barbosa, vou seguir minha reeducação alimentar com o pão integral mesmo. Mais uma vez, dieta tem a ver com as nossas necessidades e objetivos. O que funciona pra mim, pode ser uma tragédia para vocês e vice-versa.

Semana que vem, vou falar do bullying que tenho sofrido. Sim, as pessoas que amo estão enchendo meu saco por causa da dieta, acreditam?  Tô passando uma barra! Até lá, me apoiem comentando o post aqui no blog ou nas minhas redes sociais (#PaCarente). Bjks!

Instagram e Twitter: @pallomamina
Snapchat: palloma.mina


Quem cuidou de mim neste post:
Ginecologista Cybelle Potenza - 2283-0348
Nutricionista Vanessa Criado - 2959-0587 / 2281-9155
Onde comprei neste post:
Mundo Verde - www.mundoverde.com.br
Maxxi Produtos Naturais - 2924-9573 



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