Primeira Gravidez | Sintomas, (Muitos) Desejos e Aversões


Queria compartilhar aqui, não apenas o que aconteceu, mas também as minhas sensações e pensamentos com relação a isso antes e agora.

Como as duas gravidez da minha mãe foram muito tranquilas, a única coisa que tomava como referência dela era a idade. A minha mãe me teve aos 38 anos e minha irmã, aos 42. Então, não me preocupava muito em ter filhos depois dos 30 anos, pois além disso, eu faço acompanhamento médico e exames anuais há muitos anos e tudo me indicava que essa minha decisão era coerente.

Importante! Independente deste caso, procure sempre a opinião e acompanhamento de um profissional. Cada caso é um caso! 

Porém, no mais, antes, eu achava que tinha me preparado para todas as possibilidades que eu poderia sentir, porque cada gravidez é uma gravidez, não é mesmo?

E claro, eu já tinha conversado também com as mães da família e amigas, além de ler e ver muitos textos e vídeos na Internet falando sobre os vários sintomas e os possíveis desejos dessa fase, mas eu pensava que eram...ok, sabe? No sentido de sim, podemos ter tudo isso, mas o que eu não imaginava era o tamanho da intensidade!

Os sintomas, para mim, até foram dentro do esperado e ocorreram muito mais no 1º trimestre:

- Enjoos: os matinais eram os piores!
- Inchaço
- Seios, de repente, maiores e doloridos 
- Maior sensibilidade emocional: eu quase não chorava em filmes, agora, choro até com aqueles vídeos curtos do Facebook. Ah! E tive umas 2 semanas de ataque de riso, do nada, quando ia dormir! Vai entender...
- E muita fome! Eu acabava de almoçar ou jantar e já sentia fome, mas não de comer uma fruta ou doce, queria outra refeição! Mas me controlava, senão...rs

Mas se tem algo que eu fui relutante por algumas semanas foi o sono. Eu ouvi grávidas e mães dizerem que o sono é incontrolável e gente! É absurdo o sono que se sente por conta dessa mudança toda!! 

Nunca fui uma pessoa que dorme além das 7 ou 8 horas por noite. Quem dirá dormir à tarde! Mas, com a gravidez, depois do almoço ou no final da tarde, eu encostava no sofá e capotava, de verdade! E quando acordava, lá se foram quase 2 horas de sono. 2 HORAS de sono! Tem noção??

Sinceramente, hoje, tenho uma admiração ainda maior por você, mãe, que trabalhou até o final da gestação, indo e voltando todo o dia da empresa, mesmo com essa avalanche de hormônios e sintomas no seu corpo! 

E conversando sobre os sintomas, uma amiga me disse "Você vai ver, 2º trimestre é vida!".

E se você não for aquela grávida que tem enjoos e mal estar a gravidez toda, acredite: 2º trimestre realmente É VIDA!! 

Não estou mais me achando uma estranha no meu próprio corpo, pois vamos combinar? É tanta mudança acontecendo física e emocionalmente, em tão pouco tempo, que não dá para se achar linda e maravilhosa nesse período! Pelo menos, foi o que aconteceu comigo...

Ou seja, sou outra pessoa! rs Agora sim, estou curtindo a gravidez, a organização de todos os detalhes e tenho MUITO mais disposição! 

O sono ainda é algo presente, mas só quando eu tenho um dia mais agitado, então meu corpo já me 'diz' que preciso de um descanso e realmente, me permito isso. 

E sobre os desejos, esse foi o ponto mais curioso que tive: eu sabia que isso acontecia, mas não sabia que as vontades vinham do nada e que isso ficasse na cabeça até você conseguir comer o que queria, do jeito que queria. 

Até agora, os desejos foram muito mais presentes no 1º trimestre:

- Lasanha à bolonhesa
- Uva
- Abacate

Uma publicação compartilhada por Rejane Akemi (@rejaneakemi) em

- Bolo de chocolate com cobertura e recheio de chocolate
- Pão na chapa com queijo (mussarela!) derretido
- Salada de maionese
- Frango assado
- Pão francês com linguiça de churrasco e vinagrete

Este último, eu só consegui matar a vontade (e que vontade!) na semana passada e preciso dizer: melhor pão com linguiça e vinagrete que já comi na vida! rs 

E por tudo isso, hoje, eu entendo e respeito ainda mais um desejo de uma grávida. Está com vontade? Faça a vontade, pelo amor!

E por último, as aversões: eu, sinceramente, achava que eu sentiria aversão por algo que eu não gostasse ou não fizesse tanta questão no meu dia. Ledo engano, mais uma vez, né? 

Sempre gostei muito de tomar missoshiru (sopa japonesa a base de soja) e hoje, não consigo sentir o cheiro, quem dirá, tomar a sopa! Pepino é algo que eu sempre comi também, mas nem foi pelo cheiro ou gosto que parei de consumi-lo, mas porque, de alguma forma, não me cai bem mais no estômago, a ponto de passar mal mesmo...

Além disso, cheiros florais me incomodam muito, seja de amaciante, desinfetante, desodorante ou perfume. Tanto faz! A aversão não é tanta como o missoshiru, mas tem que ser beeem suave para convivermos em paz, num mesmo ambiente rs

E como foi a sua gravidez ou da sua companheira, amiga, irmã, enfim? Você esperava tudo isso ou teve as mesmas surpresas que eu tive? 

Compartilha aqui com a gente também! Vai ser ótimo poder saber outras histórias!

Beijos e até a próxima!



Primeira Gravidez | Expectativas, Ansiedade e Cobranças


Sumi, muitas coisas aconteceram na vida profissional e na pessoal, então aguenta que lá vem textão!

Sim, estou grávida, neste momento, de 5 meses e depois de uma enquete em nosso Instagram Stories (@aqueleblog), vou compartilhar aqui alguns momentos dessa nova fase da minha vida. 

Porém, ao invés de fazer um Diário da Gravidez, gostaria de compartilhar algumas dicas que foram e ainda são fundamentais nesse período, mas também para conversarmos sobre este momento que gera tantas preocupações, dúvidas e anseios. 

Hoje, quero falar das sensações que a mulher e/ou casal tem antes mesmo de engravidar: a expectativa, a ansiedade e a cobrança.

Se você, assim como eu, tem um relacionamento mais longo e/ou já entrou na casa dos 30, provavelmente já ouviu algum comentário do tipo:

"E aí? Não vai ter filho, não? Já está na hora, não acha?"

E desculpe, mas se eu acho ou não, esse é um grande passo para um casal, no qual a decisão não pode ser tomada com base na idade ou tempo de relacionamento. 

Até porque, acho que toda essa cobrança da família, amigos, enfim, da sociedade como um todo, querendo ou não, gera certa angústia no casal que pode ou não estar planejando ter filhos. 

Por conta dessa nova fase, tenho ouvido mais relatos e de pessoas próximas, que eu não fazia ideia, de estarem há mais de 1 ano ou 3 ou até 7 anos tentando ter o primeiro filho(a), sem sucesso. 

E é aí que eu quero chegar: já parou para pensar em quantas vezes você perguntou para algum casal sobre o primeiro filho(a) e você nem sabia a história de vida deles? Se, por acaso, eles já não estavam tentando há algum tempo e não conseguiam engravidar? 

Eu admito que anos atrás, fiz muito isso e acho que, por conta do meu amadurecimento com relação à maternidade como um todo, antes mesmo de engravidar, fez com que eu prestasse mais atenção nisso. A ter mais empatia pelo meu próximo. Porque, sim, isso é questão de empatia!

Não estou aqui para dar lição de moral em ninguém, pois como eu disse, eu também já errei muito sobre isso e ainda erro, mas queria muito compartilhar esse alerta! 

E também para dizer à você, leitora, que pensa, planeja ou já tenta engravidar há algum tempo, você e seu companheiro(a) já fizeram todos os exames e não têm qualquer problema de saúde e não sabem mais o que fazer, a minha sugestão: não se cobre!

O estresse, a auto cobrança e a frustração da vinda de mais uma menstruação afetam muito o nosso psicológico! 

E se você ainda não fez isso, sugiro que você e seu companheiro(a) não contem à NINGUÉM que estão tentando engravidar, porque essas sensações acima quadruplicam! 

Imagine você, ouvindo todo mês "E aí? Deu certo? E esse mês? Menstruou?" e ter que lidar, não só com a sua própria frustração, mas também com a frustração de quem você ama, porque você ainda não está grávida? Esse fardo é muito pesado!!

Eu e o marido, por já ouvirmos muita cobrança de família e amigos e por conhece-los, não tivemos qualquer dúvida desde que começamos a nos planejar: contaríamos para as famílias só depois dos 3 primeiros meses (que é o período de maior risco de aborto espontâneo) e para todos, depois do ultrassom morfológico do 1º trimestre (o exame mais importante para saber se está tudo bem com o bebê). 

Foi a melhor decisão que tomamos e a mais gostosa, sendo bem sincera! 

Eu e o marido nos aproximamos muito mais por viver um momento que era só nosso, literalmente! Além disso, foi ótimo o tempo que tivemos para estudarmos e planejarmos como seriam as nossas vidas, a partir da notícia da gravidez, pois agora, por mais que as pessoas opinem e palpitem, nós já sabemos qual rumo queremos tomar e como lidar com certas situações. Filtramos o que ouvimos e seguimos em frente.

E não, não pense que foi fácil e rápido eu engravidar (olha a empatia aí...)! Fazia um pouco mais de 1 ano que eu havia parado de tomar anticoncepcional devido à vários efeitos colaterais. E só depois desse período, é que eu e o marido decidimos procurar um(a) profissional para fazer todos os exames e ver se a nossa saúde estava ok para, caso não estivesse, já providenciarmos o que fosse necessário. 

Ou seja, num total, foram 1 ano e meio até engravidarmos e sinceramente, se eu tivesse contado para qualquer pessoa, do jeito que eu já me cobro por tudo, eu não teria engravidado ainda. 

Claro que se você acha que esse apoio da família e amigos tem efeito contrário ao que comentei acima, por favor, faça o que é melhor para você! Estou só compartilhando uma experiência minha e de outras pessoas com quem tenho conversado, mas nada disso, assim como a maternidade num todo, não tem padrão. 

O que mais importa nisso tudo é que você se sinta bem, independente de qualquer opinião alheia! 

E o que você acha disso? Compartilha a sua história aqui também, se quiser, claro! Será um prazer aprender com cada compartilhamento! 

Beijos e até a próxima!




Fala Patti: Sobre a banalização do amor


Ei gente!
Tudo bem?

Domingo de manhã quando estou escrevendo esse texto.
Aqui, com meu cafézinho, com um tempo esquisito que tá fazendo (meio friozinho, até... vai entender São Paulo, né?), sozinha em casa, me peguei pensando na vida.



Muita coisa aconteceu comigo nesse período de hiato do blog. Mas MUITA coisa. E quando eu achei que a vida tava entrando nos trilhos de novo, pimba! Muita coisa mudou... de novo!
Não estou aqui pra falar dessas mudanças, até porque isso renderia uns 16 Fala Patti! Vou deixar essa pauta pra depois!
Hoje eu estou aqui pra conversar com você sobre a banalização do amor.

Eu ouvi isso esses dias, de alguém que estava ate incomodado com essa "banalização". Segundo essa pessoa, "eu te amo" virou "bom dia". Perdeu a importância. Banalizou.

Fiquei pensando tanto nisso - mais pelo fato de sempre citar o amor nas minhas redes sociais, por exemplo. Será que eu banalizei o amor? Onde está o amor?
  • No dia que as coisas por aqui apertavam, eu corria pro colo dos meus pais e da minha irmã. O olhar deles de preocupação, o carinho... me ajudavam a sair das horas de crise. Isso é o que? Amor.
  • Também incluo a preocupação dos meus amigos, a paciência em entender que nem sempre eu estaria presente nos compromissos (por não estar bem mesmo, depressão é uma merda) e ainda assim, me cobriam de carinho e compreensão. E isso também é amor.
  • E as conversas, os conselhos, os áudios enormes no Whats App das amigas que me faziam companhia. Até das vezes que a Akemi me fez lembrar do que era realmente importante(e sério, não foi só uma vez, foram várias!!). Amor!
  • Das minhas alunas queridas das aulas de terça, que me olham com um olhar carinhoso toda vez que terminam uma peça em feltro (eu contei isso aqui? Tenho dado aula de feltro todas as terças para um grupo de senhorinhas). É tanto amor que nem sei!
  • O meu trabalho,que tenho tentado colocar cada vez mais amor - porque percebi a diferença que isso faz no resultado final.
Hoje de manhã, até as lambidinhas do Amigão me fizeram lembrar que o amor está em tudo mesmo. A gente é que não vê. Li uma frase do @blogdolucao que me fez pensar muito em como eu gostaria de ver a vida:

Gente, alguém conhece esse moço? O insta dele é maravilhoso! Sigam!!


Mas Patti, sua louca! O que isso tem a ver com o amor banalizado?
Eu sinceramente estou doida pra ouvir a sua opinião sobre isso, leitor querido! Você acha que o amor banalizou? Ou a gente é que não sabe olhar as coisas com amor?

Na minha opinião, se me permite, banalizamos tanta coisa hoje em dia. Por que não banalizar o amor?

<3
Um beijo e até mais!